Com três meses paralisados os servidores das diversas varas do judiciário não concordaram com as decisões do TJ e decidem que vão continuar parados.
O Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário do Estado de Mato Grosso (Sinjusmat) se reuniu hoje por volta das 12h30 na Associação dos Servidores do Poder Judiciário - ASPOJUC/MT, onde foi realizado uma Assembléia para debater e deliberar sobre propostas do Tribunal de Justiça (TJ) e definir se a greve será encerrada ou se os servidores vão continuar paralisados.
Durante a assembléia, também foi debatido a proposta do Conselho Nacional de Justiça sobre a jornada de trabalho, e foi decidido por unanimidade a não aceitação da carga horária de oito horas por dia.
De acordo com o oficial de justiça da cidade de Sinop, Ricardo Pinheiro, “a relação dos horários é para ser cumprido e não discutido. Conforme está na lei”, declarou o oficial.
Ainda em discussão, Pinheiro conta com o apoio dos advogados de Sinop que em um telefonema disseram para os servidores grevistas não aceitarem as propostas do TJ.
Na semana passada, após reunião do governador Silval Barbosa com desembargadores do TJ, foram feitas propostas que vão desde o repasse dentro da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), que seria R$ 28,8 milhões a mais e a transformação dos R$ 243 milhões de pendências salariais dos servidores da Justiça em cartas de crédito que podem ser trocadas.
O presidente do Sinjusmat, Rosenwal Rodrigues dos Santos, que coordenou o debate da assembléia disse que quanto ao pagamento solicitado pelos servidores não serão pagos nessa folha de pagamentos, pois alegam que é ano eleitoral. “O prazo é de 120 dias devido ao ano eleitoral, mas ainda está em discussão”, completa.
Publicado em : 26/07/2010 às 17:35 Editado em: 26/07/2010 às 23:16