Josi Pettengill - FOLHA DO ESTADO
A senadora Serys Slhessarenko (PT) participou na manhã de hoje do programa Cidade Independente da Rádio Cidade FM
A senadora Serys Slhessarenko (PT) não se conforma com a possibilidade de não disputar a reeleição a uma vaga no Senado Federal. Para ela, nunca na história de seu partido houve necessidade de realizar prévias para definir quem disputaria a reeleição à senatória. “O PT nunca precisou fazer prévias para decidir se o senador vai ou não disputar a reeleição. É um caso único no Brasil”, desabafou a petista.
Serys e o deputado federal Carlos Abicalil, presidente regional do PT, declararam guerra dentro do diretório para disputar uma das vagas ao Senado, hoje ocupada por Serys. A senadora diz não abrir mão da reeleição, enquanto o deputado Abicalil anuncia que será o candidato do PT ao Senado e que ela (Serys) tem total competência para trabalhar pelo Mato Grosso na Câmara Federal.
As prévias do PT a fim de encerrar a disputa interna e amenizar o clima de racha existente no partido acontecerão no dia 18 de abril, na sede do diretório do PT em Cuiabá.
Em entrevista ao programa Cidade Independente, da Rádio Cidade FM (94,3), na manhã desta terça-feira (23), Serys explicou que Mato Grosso é o único estado da federação onde o dono do mandato está brigando pela reeleição. “No Rio de Janeiro e em Pernambuco nenhum dos candidatos que estão disputando a vaga no Senado vão à reeleição. O PT vinha mantendo o perfil de priorizar aquele que já estivesse no cargo, ou seja, a minha candidatura ao Senado seria prioridade”, pontuou.
Serys avalia que o seu mandato não foi apagado nem insignificante, que segundo ela, algumas pessoas tentam plantar na mídia. “Eu não tive uma atuação pífia, inexistente e que não fez nada, fui a única mulher que chegou a vice-presidência do Congresso Nacional”, frisou.
A senadora lembrou que na campanha eleitoral em 2002 os dirigentes do PT exigiram que ela fosse candidata ao Senado Federal. “Eu queria só me reeleger deputada estadual, mas exigiram que eu fosse ao Senado, agora querem me privar de continuar lá. Isso é injusto”, disparou Serys.
Publicado em : 23/03/2010 às 13:32