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A agropecuária foi o setor que mais contratou no semestre, seguido por serviçoes e indústrias
A geração de empregos em Mato Grosso foi a segunda melhor do Centro-Oeste no primeiro semestre deste ano. O saldo de empregos formais até o sexto mês deste ano foi de 24.686. Em comparação com o mesmo período do ano passado, o acréscimo chegou a 85,66%, quando o saldo nas contratações se manteve em 13.296.
O Estado foi superado apenas por Goiás, onde o número de postos de trabalho formais totalizou 70.155, conforme dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).
O setor que mais empregou em Mato Grosso durante o primeiro semestre deste ano foi a agropecuária, num total de 7.818 vagas, com incremento de 12,03% sobre o saldo do ano passado, de 6.978 vagas.
O setor de serviços foi o segundo melhor empregador, com 5.215 vagas geradas, 17,48% acima do mesmo período do ano passado, quando se manteve 4.460.
A indústria de transformação ocupa o terceiro lugar na manutenção semestral dos postos de trabalho, com saldo quase equivalente ao do setor de serviços, totalizando 5.215 vagas entre janeiro e junho. O crescimento, porém, foi vertiginoso, se comparado com o mesmo período do ano passado, quando foram asseguradas 387 vagas. Comparativamente, o aumento foi de 1.247%. A construção civil segue com forte crescimento: no período foram mantidos 3202 postos de trabalho, 258,56% a mais que no mesmo período do ano passado, quando não passou de 893 vagas. O comércio, por sua vez, um dos setores econômicos que tradicionalmente mais empregam, teve um aumento de 1.019 % no saldo de empregos formais, variando de 468 no primeiro semestre do ano passado para 2.958 vagas em período equivalente neste ano.
O economista e professor da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Adriano Figueiredo, lembrou que entre os meses de junho a agosto costuma haver contratações expressivas para o trabalho nas lavouras de soja e cana-de-açúcar. “Existe ainda um movimento forte para regularizar os trabalhadores, ou seja, para que todos estejam com carteira assinada e isto reflete no Caged, onde só conta o emprego formal”. Quanto ao expressivo crescimento no saldo de empregos na indústria de transformação nos últimos 12 meses, o presidente do Sistema Federação das Indústrias em Mato Grosso (Fiemt), Jandir Milan, comentou que o setor superou os resquícios da crise a partir do segundo semestre do ano passado. “Neste ano, houve a consolidação da indústria”.
No acumulado de doze meses, o saldo de empregos formais em Mato Grosso ficou negativo. Em junho deste ano foram contabilizados 5287 empregos, -3,04% a menos que em junho do ano passado, quando se manteve em 5453. No período, setores importantes apresentaram saldo negativo na empregabilidade como a construção civil (-65,29%), comércio (-26,18%) e Serviços (-20,64%). O desempenho favorável no período foi observado nos setores agropecuário (11,22%) e industrial (602%).
Publicado em : 16/07/2010 às 09:43