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As ações desse movimento suprapartidário já têm adesão de artistas em quase todos estados brasileiros
O mais novo mecanismo de protesto e mobilização dos profissionais das artes é o Partido da Cultura, o PCult. As ações desse movimento suprapartidário já têm adesão de artistas em quase todos estados brasileiros. Em alguns deles a articulação tem tomado posturas cada vez mais consistentes, como é o caso de Mato Grosso. Na terça-feira (27) foi realizada a segunda assembleia, puxada pelo Fórum Permanente de Cultura, pois PCult e Fórum coexistem.
Há gente que duvide do movimento, questionando por exemplo se em comparação a outros períodos eleitorais não se tornaria este um palanque. No entanto, todas proposições são bem claras. Cada membro do partido não legalizado pode muito bem já ter seu candidato. E as possibilidades vão além, já que a premissa é que os candidatos participem das reuniões para ouvir as propostas da classe artística, e como lá vão também apresentar as suas, este pode ser ambiente para conquista de votos.
Na primeira reunião, participaram dois representantes de candidatos ao governo, e outros que concorrem ao Senado mostraram-se interessados em ouvir a classe.
Esta última foi marcada pela apresentação das diretrizes prioritárias aprovadas pela Conferência Nacional de Cultura. “A ideia é apresentá-la a candidatos em todo o Brasil, e também servir de base para que cada estado construa sua própria, com demandas específicas”, resume postagem no endereço eletrônico do PCult, o http://partidodacultura.blogspot.com/. Nesta última, algumas intenções já foram colocadas, especialmente no que diz respeito ao aumento de orçamento para o setor e ainda de estímulo a áreas da cultura que recebem pouco investimento, como é o caso do audiovisual e artes plásticas. As ideias desta Carta de Propostas regionais serão debatidas pela classe tanto pelo ambiente virtual – durante esta semana pelo Fórum Permanente e blog do PCult – quanto na próxima reunião, que será realizada na próxima terça-feira (3). O local ainda está sob definição e mais informações o leitor encontra na seção “Recomenda”, da página 7 do Folha 3, a partir de sexta-feira.
A classe vai lutar para que o governo estadual aumente para 1,5% o orçamento para projetos via edital. Já no município, a intenção é aumentar para 1%.
Publicado em : 29/07/2010 às 09:25