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BRASIL Quinta-feira, 03 de Abril de 2025, 08:45 - A | A

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ACESSO À GRADUAÇÃO

Unicamp aprova cotas para pessoas trans, travestis e não-binárias

Decisão foi tomada, nesta terça-feira, pelo Conselho Universitário

 

O Conselho Universitário da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), no interior paulista, aprovou por unanimidade a adoção de cotas para pessoas que se autodeclaram trans, travestis ou não-binárias em seus cursos de graduação.

A decisão foi tomada na última terça-feira (1º) e resulta de uma articulação entre a reitoria, alunos e movimentos sociais, como o Ateliê TransMoras e o Núcleo de Consciência Trans.

“Trata-se de mais um momento histórico para nossa universidade”, afirmou o professor José Alves Neto, coordenador da Comissão Permanente para os Vestibulares (Comvest) e integrante do grupo de trabalho que formulou a proposta. O grupo era composto por 15 integrantes, dos quais sete são pessoas trans.

As vagas destinadas a essa população estarão disponíveis no edital Enem-Unicamp e poderão ser acessadas por candidatos de escolas públicas e privadas. Nos cursos com até 30 vagas, pelo menos uma vaga será reservada, enquanto nos cursos com 30 vagas ou mais, serão ofertadas ao menos duas vagas, regulares ou adicionais.

O processo seletivo exigirá uma autodeclaração no momento da inscrição no vestibular, além de um relato de vida que será submetido a uma comissão de verificação. Após cinco anos, a universidade realizará uma análise dos impactos da política.

Dados da Comvest indicam que, no vestibular deste ano, 279 candidatos se inscreveram utilizando nome social. Desses, 40 foram convocados, sendo os cursos mais procurados artes visuais, ciências biológicas e medicina.

Atualmente, 13 universidades federais ou estaduais já adotam sistemas semelhantes para o ingresso de pessoas trans, travestis e não-binárias.

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