O deputado estadual Gilberto Cattani (PL) não deixou barato as críticas feitas pelo apresentador Leandro Trindade, da TV Rondon Cuiabá, do grupo do prefeito Roberto Dorner (PL). O parlamentar respondeu de forma direta e incisiva, apontando contradições no discurso do comunicador e revelando os bastidores de uma mídia sustentada por verbas públicas.
“Mais um tentando a sorte”, ironizou Cattani logo ao começar sua resposta em vídeo publicado nas redes sociais dele. O deputado não apenas rebateu as críticas, como expôs o que chama de “teia de interesses” entre a imprensa local e a gestão municipal de Sinop. “Esse aí que tá falando é um pau mandado mais sujo que pau de galinheiro”, disparou o parlamentar ao comentar a tentativa do apresentador de descredibilizá-lo.
Trindade chamou Cattani de “leão nas redes sociais” e “gatinho domesticado” na Assembleia, além de afirmar que o parlamentar envergonha a direita de Mato Grosso por criticar Dorner, que teria doado seu salário como prefeito. A resposta veio afiada.
“É, pelo jeito nem precisa de salário, né, cara? Uma vez que ele é teu patrão. Tu tá aí na TV dele, e essa empresa recebe verba pública da prefeitura de Sinop. Então é fácil doar salário quando o caixa é abastecido de outro jeito.”
Ao ser acusado de receber salários e verbas indenizatórias, inclusive por integrar a mesa diretora da Assembleia, Cattani reagiu alegando que a esquerda usou a máquina pública para arruinar a política.
“Nós entramos para mudar isso — e vamos mudar, com as ferramentas legais disponíveis. Tudo que recebo está dentro da legalidade e é usado para trabalhar em prol do povo de Mato Grosso. Desde o início, deixei claro: tudo que for legal, honesto e previsto para o exercício do mandato, será usado para fazer um bom trabalho. Isso é o que estamos fazendo.”
Após Trindade ironizar dizendo que “falar até papagaio fala”, o deputado devolveu no mesmo tom.
“Verdade, até papagaio fala. E você fala bastante. Mas fazer? Fazer é para poucos. Fazer é colocar o pé na estrada, viajar dois dias para ouvir a população no interior de Mato Grosso, gastar do próprio bolso, lutar pelos direitos do povo. Falar, você fala. Agora fazer, deixa com a gente. A gente faz”