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POLÍTICA NACIONAL Sexta-feira, 04 de Abril de 2025, 16:09 - A | A

Sexta-feira, 04 de Abril de 2025, 16h:09 - A | A

MUDANÇA DE POSTURA

“Está falando igual esquerdista do PSOL”, diz Eduardo Bolsonaro ao criticar Hugo Motta

A proposta continua sem data definida para ser apreciada no plenário da Câmara.

 

O deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) voltou a criticar o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), por não colocar em votação o projeto de lei que propõe anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023.

 

Durante entrevista à rádio Auriverde Brasil, alinhada ao bolsonarismo, Eduardo acusou Motta de ter mudado de postura após participar de um jantar em 18 de março com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB).

 

“Antes do jantar com Alexandre de Moraes, a opinião dele [Motta] era clara a favor da anistia. Depois disso, mudou drasticamente”, afirmou o parlamentar, sem apresentar provas das supostas pressões.

 

Eduardo Bolsonaro também comparou o discurso atual de Motta ao de partidos de esquerda:

“Ele tem falado basicamente igual a um esquerdista do PSOL, falando que é contra anistia, [pela] democracia e aquelas coisas todas que estamos acostumados a ouvir da boca de Lula e de outros puxadinhos do PT”.

 

Segundo ele, a mudança seria incompatível com o compromisso assumido por Motta durante sua campanha à presidência da Câmara.

 

Nos bastidores, líderes do Centrão têm se mostrado reticentes em apoiar o pedido de urgência para o projeto de anistia. Embora considerem o debate legítimo, muitos evitam se associar diretamente à pauta, que pode gerar atritos com o STF e o Palácio do Planalto. O líder do PL na Casa, deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), atua para ampliar os apoios, mas enfrenta resistência.

 

O PL chegou a adotar uma estratégia de obstrução nas comissões e no plenário como forma de pressionar pela inclusão do projeto na pauta. A tática, porém, foi abandonada para viabilizar a aprovação de outras propostas, como a que trata da resposta brasileira ao “tarifaço” do governo dos Estados Unidos e a revalidação de emendas de comissão, em cumprimento a decisões do STF.

 

O presidente da Câmara chegou a declarar, em entrevista a uma rádio paraibana, que os atos do 8 de janeiro não representaram uma tentativa de golpe, e criticou o que chamou de “exageros” nas punições. No entanto, em nova manifestação ao jornal O Globo, classificou o projeto de anistia como “tema de difícil consenso”, por gerar tensão entre os Poderes.

 

A proposta continua sem data definida para ser apreciada no plenário da Câmara.

 

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