O número de picadas de escorpião em Cuiabá tem aumentado significativamente neste início de ano, com mais de 150 casos registrados entre janeiro e fevereiro, segundo dados da prefeitura.
O crescimento é de 49,3% em relação ao mesmo período de 2024.
A presença dos animais tem sido relatada até mesmo na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), onde a coordenação do curso de Engenharia de Computação emitiu um alerta para os alunos.
A região da Morada da Serra é um dos locais com maior incidência dos escorpiões. Especialistas apontam que o aumento dos casos está relacionado ao período chuvoso e à expansão imobiliária, que avança sobre áreas de mata.
Na UFMT, alunos compartilharam imagens dos escorpiões em salas de aula e corredores. Apesar da dedetização realizada em janeiro, a universidade anunciou que um novo procedimento será feito ainda neste mês de março.
O biólogo e especialista em escorpiões do Centro de Controle de Zoonoses de Cuiabá, Jessé Martins, explica que os ataques são mais frequentes em homens entre 20 e 40 anos, principalmente nos pés e nas mãos. Segundo ele, a proliferação dos escorpiões ocorre devido à oferta dos chamados “quatro As”: alimento, água, abrigo e acesso.
"O escorpião procura lugares úmidos, entra pelo encanamento e busca alimentos como baratas. Entulhos e restos de obra também favorecem a infestação", explicou.
Em caso de picada, a orientação é tirar uma foto do animal, se possível, e procurar atendimento imediato no Hospital Municipal de Cuiabá (HMC). Os sintomas mais comuns incluem dor intensa e, em casos mais graves, aumento dos batimentos cardíacos.
A Unidade de Vigilância em Zoonoses (UVZ) está à disposição para orientar a população sobre medidas de prevenção e controle, mas não realiza a eliminação química dos escorpiões. "O mais importante é evitar condições que favoreçam a presença desses animais", reforçou Jessé.
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