Uma decisão da Justiça do Trabalho determinou que um banco de Rondonópolis, a 212 km de Cuiabá, indenize uma ex-funcionária em R$ 20 mil por danos morais, após comprovação de assédio moral no ambiente de trabalho.
A sentença, proferida pela juíza Karina Rigato, da 3ª Vara do Trabalho do município, identificou práticas abusivas como cobranças excessivas de metas, exposição pública de resultados e ameaças veladas de demissão, que geraram abalos emocionais à trabalhadora.
A bancária apresentou prints de mensagens que demonstravam cobranças feitas fora do horário de trabalho, comprometendo seu descanso e levando-a a desenvolver transtornos como estresse e ansiedade.
Testemunhas confirmaram que o ambiente de trabalho era marcado por pressão constante e exposição pública de desempenhos individuais, inclusive em reuniões com gestores regionais. Em uma ocasião, a funcionária foi questionada por um superior se “não tinha amor ao emprego”, o que a levou às lágrimas.
A juíza destacou que, embora a cobrança de metas seja legítima no setor privado, o rigor e as ameaças ultrapassaram os limites do poder diretivo, configurando assédio moral.
Além disso, foi reconhecido que a trabalhadora não ocupava cargo de confiança, como alegado pelo banco, sendo, portanto, beneficiária do regime de 6 horas diárias e 30 horas semanais, comum à categoria bancária.
Com isso, a instituição também foi condenada a pagar horas extras.
A decisão, que inclui o pagamento de verbas trabalhistas adicionais, ainda pode ser contestada no Tribunal Regional do Trabalho de Mato Grosso (TRT/MT).