Uma jornalista norte-americana criou uma série, para seu canal no YouTube, com informações sobre a primeira-dama da França, Brigitte Macron, dizendo que ela é uma mulher trans. Candance Owens tem causado grande polêmica na França com as produções que falam dessa mudança de sexo da esposa de Emmanuel Macron.
Com o nome de Tornando-se Brigitte [Becoming Brigitte], a série de vídeos acusa o casal Macron de esconder da população francesa essa informação. Segundo Owens, o nome verdadeiro de Brigitte seria Jean-Michel Trogneux.
O governo francês já tomou conhecimento das publicações da jornalista e enviou uma carta para ela, que considerou o conteúdo como “uma ameaça”.
– Por que eles não dizem a verdade no lugar de dizer que o que eu falo está longe da verdade? – disse ela ao exibir o documento oficial.
Em sua teoria, Owens chega a usar a tecnologia de reconhecimento facial Face++ para comparar a primeira-dama com seu irmão, no caso, o verdadeiro Jean-Michel Trogneux. A ferramenta mostra 72% de semelhança entre eles. Por isso, a jornalista diz que são a mesma pessoa.
Há várias outras teorias jogadas nos vídeos, que somam cinco horas de conteúdo; entre elas, que a família Trogneux teria colocado o filho mais velho para assumir a identidade de Brigitte que, em uma das fotos dos anos 50 aparece bebê ao lado dos pais, dizendo que alguma fatalidade aconteceu com a criança.
Acontece que Jean-Michel não deixou de existir, o irmão da primeira-dama francesa já apareceu ao lado dela em diversas ocasiões e, inclusive, depôs a favor dela durante uma processo de difamação movido por Brigitte contra duas mulheres que divulgaram as mesmas notícias duvidosas que a jornalista norte-americana.
A aparência física e a diferença de idade entre o casal Macron também são citados nos vídeos, no qual Owens chega a insinuar que uma professora de 39 anos não seria bonita suficiente para atrair um aluno de 15 anos. O casal assumiu o namoro quando ele completou 18 anos.
A imprensa francesa tem trabalhado para desmentir a série, classificando o conteúdo como “afirmações infundadas”, “pseudoinvestigação”, “teoria da conspiração”, entre outros termos. As informações são do UOL.