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POLICIAL Terça-feira, 25 de Março de 2025, 12:56 - A | A

Terça-feira, 25 de Março de 2025, 12h:56 - A | A

MOTIVO FÚTIL

“Homicídio mais covarde que já lidei”, diz delegado sobre assassinato cometido por diretor de escola militar

Investigações apontaram que a vítima, irmão e amigo não tinham relação alguma com facção criminosa

 

O delegado Ronaldo Minori, responsável pelo plantão regionalizado da Polícia Civil em Juína, classificou como “o homicídio mais covarde” que já enfrentou em sua carreira na região Noroeste de Mato Grosso o assassinato de Claudemir Sá Ribeiro, de 35 anos, morto com um tiro à queima-roupa no último sábado (23), em Colniza. O autor do crime é Elias Ribeiro da Silva, subtenente da Polícia Militar aposentado e diretor do Colégio Militar da cidade.

De acordo com a investigação, Claudemir estava sentado em um bar com o irmão e um amigo, quando Elias, visivelmente embriagado, se revoltou após mulheres que o acompanhavam deixarem sua mesa e passarem a interagir com o grupo da vítima. Irritado, o suspeito começou a afirmar que havia “perdido para integrantes de facção criminosa” e fez ameaças, mesmo sem qualquer provocação ou sinal de confronto.

“Pelos vídeos que a gente juntou, não houve nenhuma ameaça à integridade física do Elias. Os três rapazes permanecem bastante quietos nas filmagens. O Elias saca sua arma de fogo e desfere o disparo à queima-roupa. Foi uma execução. Um crime sem fundamento, sem motivação. Uma atitude completamente covarde”, disse o delegado.

Após o disparo, o acusado permaneceu no local, fez novas ameaças e foi preso em casa horas depois pela Polícia Civil com apoio da PM. A arma usada no crime foi apreendida. Testemunhas, gravações e o relato do irmão da vítima confirmaram a ausência de qualquer ligação entre Claudemir e grupos criminosos, como alegado pelo autor.

“O homicídio não teve fundamento nenhum. A vítima não provocou, não ameaçou. Eu posso afirmar categoricamente que foi o homicídio mais covarde que já lidei nesses três anos que atuo aqui no Noroeste de Mato Grosso”, reforçou Minori.

Elias foi autuado em flagrante por homicídio duplamente qualificado: por motivo fútil e por impossibilitar qualquer chance de defesa da vítima. O inquérito segue sob responsabilidade da Polícia Civil.

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