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POLÍTICA NACIONAL Quarta-feira, 02 de Abril de 2025, 13:43 - A | A

Quarta-feira, 02 de Abril de 2025, 13h:43 - A | A

ENTENDA

Bolsonarista se juntam ao governo Lula para aprovar projeto que permite o Brasil retaliar tarifaço de Trump

A votação ocorreu na manhã desta terça-feira (01) na CAE, presidida pelo senador Renan Calheiros (MDB-AL)

 

Em uma decisão incomum, senadores bolsonaristas e governistas uniram forças e aprovaram, de forma unânime, na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, um projeto que permite ao governo Lula impor medidas de reciprocidade caso Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, aplique sobretaxas a produtos brasileiros.

 

A votação ocorreu na manhã desta terça-feira (01) na CAE, presidida pelo senador Renan Calheiros (MDB-AL).

 

A proposta foi relatada pela senadora Tereza Cristina (PP-MS), ex-ministra da Agricultura do governo Jair Bolsonaro, que defendeu o projeto afirmando que ele não se trata de retaliação específica contra os EUA, mas de uma salvaguarda para todos os mercados que comercializam com o Brasil.

 

“Ela não é uma retaliação; ela é uma proteção quando os produtos brasileiros forem retaliados”, afirmou.

 

A discussão ganhou urgência diante do iminente anúncio de um novo tarifaço por parte de Trump, programado para esta quarta-feira (02).

 

O presidente norte-americano prometeu medidas drásticas que, segundo ele, visam "libertar a economia dos Estados Unidos de inimigos e até de amigos".

 

O projeto aprovado estabelece que a Câmara de Comércio Exterior (Camex), vinculada ao Ministério da Indústria e Comércio (MDIC), terá a prerrogativa de aplicar sanções comerciais contra países que adotem sobretaxas ou que desrespeitem acordos comerciais com o Brasil.

 

Além disso, a proposta prevê medidas de reciprocidade contra países que exijam critérios ambientais mais rigorosos do que os aplicados internamente pelo Brasil.

 

A votação na CAE foi aprovada por 16 votos a favor e nenhum contra. Dentre os senadores bolsonaristas que apoiaram o projeto estão Hamilton Mourão (Republicanos-RS) e Mecias de Jesus (Republicanos-RR).

 

Outros senadores ligados ao ex-presidente Bolsonaro, como Jorge Seif (PL-SC) e Rogério Marinho (PL-RN), participaram da sessão, mas não votaram, a aprovação do projeto na comissão.

 

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