A H&M está clonando suas modelos — digitalmente. A gigante da moda começou a escanear modelos reais em 360°, com ajuda da empresa de tecnologia Uncut, para criar versões digitais hiper-realistas que podem estrelar campanhas publicitárias sem sair de casa. Literalmente.
A meta é ousada: criar 30 gêmeas digitais ainda em 2025. As réplicas virtuais mantêm detalhes como marcas de nascença, expressões e até o jeito de andar das modelos originais.
As modelos seguem com direitos sobre suas cópias e podem negociar o uso de imagem como fariam em qualquer job tradicional.
Isso pode cortar toda uma cadeia de profissionais — fotógrafos, maquiadores, produtores — substituídos por cliques em um estúdio digital. E mais: com uma modelo “trabalhando” em 10 campanhas ao mesmo tempo, há o risco real de saturar o mercado e limitar o espaço para novos rostos.
Um alerta já foi ligado: 54% dos profissionais da moda acreditam que a IA vai impactar negativamente o setor.
Nova York não ficou parada. A cidade aprovou uma lei que entra em vigor em junho exigindo consentimento por escrito para uso de modelos digitais — tentando manter algum controle nessa revolução de pixels e passarelas.