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JUDICIÁRIO Sábado, 05 de Abril de 2025, 08:48 - A | A

Sábado, 05 de Abril de 2025, 08h:48 - A | A

VIROU RÉU

Conheça a história do magistrado viveu vida dupla e enganou Justiça por décadas

Os motivos por trás da farsa ainda são desconhecidos.

 

Ministério Público de São Paulo denunciou um juiz aposentado por ter construído toda sua carreira sob uma identidade falsa. Segundo a Promotoria, o verdadeiro nome do acusado é José Eduardo Franco dos Reis, mas ele atuou por quatro décadas como Edward Albert Lancelot Dodd Canterbury Caterham Wickfield, um nome inventado com suposta origem britânica.

 

A denúncia foi aceita pela 29ª Vara Criminal de São Paulo nesta segunda-feira (31), tornando o ex-magistrado réu formal no processo, que tramita sob sigilo.

 

Vida dupla

A farsa começou nos anos 1980, quando José Eduardo, então com pouco mais de 20 anos, forjou uma certidão de nascimento e obteve um RG com o nome fictício. Com isso, ingressou no curso de Direito da USP, se formou em 1992, passou no concurso da magistratura em 1995 e atuou como juiz até se aposentar em 2018.

 

Ele chegou a coordenar o Núcleo Regional da Escola Paulista da Magistratura em Serra Negra, assinou sentenças e deu entrevistas à imprensa. Em uma reportagem de 1995, chegou a se apresentar como descendente de nobres britânicos, afirmando que seu avô havia sido juiz no Reino Unido.

 

Documentos falsificados

A denúncia detalha que, ao longo dos anos, o ex-juiz apresentou diversos documentos falsos para manter a identidade paralela: certidão de nascimento, título de eleitor, carteira de trabalho, certificado de dispensa militar e documentos de servidor público. O Ministério Público aponta que, na época, os sistemas de checagem documental eram mais frágeis, o que facilitou a fraude.

 

O esquema só veio à tona em outubro de 2024, quando o acusado tentou tirar uma segunda via do RG com o nome falso, em uma unidade do Poupatempo. A análise das digitais cruzadas com bancos de dados modernos revelou a duplicidade de identidades.

 

Consequências e crimes

José Eduardo foi denunciado por três crimes de uso de documento falso e três de falsidade ideológica. Os crimes mais recentes ocorreram em 2020, 2021 e 2024.

 

A Promotoria solicitou à Justiça que anule todos os documentos emitidos em nome falso, incluindo CPF, e pediu medidas cautelares como entrega de passaporte e proibição de deixar a cidade onde reside.

 

Os motivos por trás da farsa ainda são desconhecidos.

 

 

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Benedito da costa 05/04/2025

Esse é um verdadeiro falsário estrategista

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1 comentários