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POLICIAL Quarta-feira, 02 de Abril de 2025, 11:40 - A | A

Quarta-feira, 02 de Abril de 2025, 11h:40 - A | A

OPERAÇÃO QUÉFREN

Influenciadoras de Cuiabá e VG são alvos de operação contra jogos ilegais

Uma delas foi presa em Várzea Grande, enquanto a outra segue foragida.

 

A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta terça-feira (2), uma ação contra influenciadoras digitais suspeitas de promover jogos de azar ilegais. A ofensiva faz parte da Operação Quéfren, coordenada pela Polícia Civil do Ceará, que tem como objetivo desarticular uma rede criminosa que utilizava plataformas digitais para divulgar e estimular apostas ilegais no Brasil.

Em Mato Grosso, cinco mandados foram cumpridos pela Delegacia Especializada de Estelionato e Outras Fraudes de Cuiabá, sendo um de prisão preventiva e quatro de busca e apreensão contra duas influenciadoras digitais. Uma delas foi presa em Várzea Grande, enquanto a outra segue foragida.

A operação acontece simultaneamente em quatro estados, com um total de 70 mandados expedidos, incluindo prisões, buscas e bloqueio de bens.

Esquema milionário e ilusão nas redes

A investigação aponta que as influenciadoras digitais faziam parte de um esquema sofisticado de divulgação de cassinos online ilegais. Com milhares de seguidores, elas publicavam vídeos exibindo supostos ganhos financeiros em plataformas de apostas, utilizando contas “demo” (de teste) para induzir os seguidores a acreditarem que era possível lucrar de maneira fácil.

Além da fraude para atrair novos apostadores, a apuração revelou indícios de lavagem de dinheiro e associação criminosa. As influenciadoras eram remuneradas de diferentes formas, como pagamento por postagens, bônus por novos cadastros nas plataformas e até comissões sobre os valores apostados pelos seguidores que se cadastravam por meio de seus links.

As investigações indicam que os responsáveis pelos sites de apostas estão fora do Brasil, principalmente na China, e que o esquema envolvia milhões de reais em movimentações financeiras.

Ostentação e recrutamento de novos influenciadores

Além do dinheiro, as influenciadoras envolvidas também eram presenteadas com viagens internacionais bancadas pelos chefes das plataformas. Essas viagens eram amplamente divulgadas nas redes sociais como um símbolo de “sucesso” obtido através dos jogos.

Os agentes das plataformas também organizavam festas de lançamento de novos cassinos online e recrutavam mais influenciadores digitais para ampliar o alcance do esquema.

A Polícia Civil segue com as investigações e busca localizar a segunda influenciadora que teve a prisão decretada.

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