menu
03 de Abril de 2025
facebook instagram whatsapp
lupa
menu
03 de Abril de 2025
facebook instagram whatsapp
lupa
fechar

POLICIAL Quarta-feira, 02 de Abril de 2025, 10:20 - A | A

Quarta-feira, 02 de Abril de 2025, 10h:20 - A | A

SANGUE FRIO

"Deu vontade de matar", diz PM que assassinou jovem em bar

O crime ocorreu na noite do domingo, 23 de março, no bar do Seninha, e toda a ação foi registrada por câmeras de segurança

 

O policial militar aposentado Elias Ribeiro da Silva, de 54 anos, foi indiciado por homicídio duplamente qualificado após assassinar Claudemir Sá Ribeiro, de 26 anos, em um bar na cidade de Colniza (1.065 km a noroeste de Cuiabá).

 

O crime ocorreu na noite do domingo, 23 de março, no bar do Seninha, e toda a ação foi registrada por câmeras de segurança.

 

De acordo com as investigações conduzidas pelo delegado Lucas Pereira Santos, Elias estava embriagado e teria disparado contra Claudemir após ser rejeitado por mulheres para as quais havia oferecido bebidas.

 

Testemunhas relataram que momentos antes do crime, o policial afirmou em tom tranquilo: "Já tem sessenta dias que eu matei alguém, estou com vontade de matar de novo".

 

O suspeito passou o dia inteiro bebendo no estabelecimento e, em determinado momento, aproximou-se da mesa onde Claudemir estava com o irmão e um amigo.

 

Sem qualquer discussão prévia, sacou sua pistola Beretta 9 mm e atirou à queima-roupa contra a vítima, que caiu ao chão após caminhar poucos metros.

 

Claudemir, que estava sentado e mexia no celular no momento do disparo, não teve qualquer chance de defesa.

 

As imagens de segurança mostram que, após o crime, Elias permaneceu no local segurando a arma e ameaçando outros clientes, questionando se havia mais alguém vinculado ao Comando Vermelho. Em seguida, fugiu do bar em uma motocicleta.

 

Horas depois, o policial aposentado foi encontrado em sua residência, onde confessou o crime.

 

A arma utilizada foi apreendida junto com 15 munições. Durante o interrogatório, Elias tentou alegar legítima defesa, versão completamente refutada pelas imagens e pelos depoimentos.

 

A investigação também desmentiu a alegação de que a vítima fazia parte de uma facção criminosa.

 

Com a gravidade do crime e a repercussão do caso, Elias foi transferido de Colniza para Cuiabá por determinação judicial e permanece detido no quartel do Batalhão de Operações Especiais (Bope).

 

O inquérito foi concluído e encaminhado ao Judiciário na última segunda-feira (31), onde ele responderá pelo homicídio qualificado por motivo fútil e impossibilidade de defesa da vítima.

> Click aqui e receba notícias em primeira mão.

 

Comente esta notícia