Políticos bolsonaristas e integrantes da extrema-direita de Mato Grosso usaram as redes sociais para contestar a decisão da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), que tornou réus o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros sete aliados pela tentativa de golpe de Estado em 2022.
A denúncia foi aceita nesta quarta-feira (26), após dois dias de votação.
As manifestações de indignação também questionaram o trabalho da Polícia Federal (PF) e da Procuradoria-Geral da República (PGR), alegando que a investigação seria parcial e motivada por interesses políticos.
O senador Wellington Fagundes (PL) classificou a denúncia como injustificada e afirmou que não há elementos concretos que vinculem Bolsonaro à tentativa de golpe.
“Mesmo com uma investigação detalhada desde 2021, não encontraram nenhuma mensagem que pudesse incriminá-lo. O que vemos é uma perseguição política para retirá-lo das eleições de 2026”, declarou.
O deputado estadual Faissal Calil (PL) usou suas redes sociais para questionar a imparcialidade da decisão e incentivou seus seguidores a opinarem. "Você acha que essa decisão foi justa e imparcial, ou foi perseguição política?", escreveu.
Já o deputado federal Coronel Assis (União) disse que o resultado do julgamento já estava definido antes mesmo de começar. "O desfecho já estava decidido. Um absurdo!", afirmou.
O vereador Rafael Ranalli (PL) ironizou o caso ao comentar: "O golpe sem armas e que não aconteceu porque o táxi não veio!"
O ex-presidente da Aprosoja Brasil, Antônio Galvan (DC), também criticou a decisão e afirmou que uma eventual condenação de Bolsonaro seria uma das maiores injustiças do país.
"Ele foi deputado federal por 28 anos, presidente por quatro, e nunca provaram nada contra ele. Agora querem condená-lo injustamente. Eu não acredito que esses juízes vão fazer justiça", disse.
A decisão do STF reacendeu o embate político entre aliados do ex-presidente e o Judiciário, com lideranças da direita reforçando o discurso de perseguição e alertando para o impacto da medida no cenário eleitoral de 2026.