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JUDICIÁRIO Segunda-feira, 24 de Março de 2025, 13:06 - A | A

Segunda-feira, 24 de Março de 2025, 13h:06 - A | A

PEDIDO DE VISTAS

STF adia julgamento de Carla Zambelli por porte ilegal de arma e constrangimento

O julgamento foi iniciado no Plenário Virtual do STF e estava previsto para se estender até o final de março de 2025

 

O Supremo Tribunal Federal (STF) adiou, nesta manhã (24/3), a decisão sobre o julgamento da deputada federal Carla Zambelli, acusada de porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal. O adiamento ocorreu após o ministro Nunes Marques pedir vista do processo, interrompendo temporariamente o julgamento que já contava com votos suficientes para uma possível condenação. O caso tem ganhado destaque devido às suas implicações políticas e à complexidade das acusações.

A denúncia, que originou o julgamento, envolve um incidente ocorrido em outubro de 2022, quando Zambelli, armada, perseguiu o jornalista Luan Araújo pelas ruas do bairro Jardins, em São Paulo. A Procuradoria-Geral da República (PGR) a denunciou pelos crimes de porte ilegal de arma e constrangimento ilegal. Caso seja condenada, Zambelli pode enfrentar uma pena de 5 anos e 3 meses de prisão, além da perda do mandato parlamentar, conforme jurisprudência do STF.

O julgamento foi iniciado no Plenário Virtual do STF e estava previsto para se estender até o final de março de 2025. O pedido de vista é uma prática comum entre os ministros, permitindo uma análise mais detalhada do processo. A defesa da deputada, representada pelo advogado Daniel Bialski, expressou insatisfação com a impossibilidade de realizar uma defesa oral presencial, um direito que considera fundamental para garantir uma argumentação eficaz. A defesa tem procurado maneiras de contestar as acusações, destacando a limitação do julgamento virtual.

As imagens capturadas durante o incidente têm sido cruciais para o processo. As gravações feitas por testemunhas oculares ajudaram a reforçar a acusação de que Zambelli agiu de forma desproporcional, sem estar sob ameaça física. A advogada de Araújo, Dora Cavalcanti, afirmou que os vídeos foram fundamentais para esclarecer a dinâmica do ocorrido, mostrando Zambelli ordenando que o jornalista se deitasse sob a mira de uma arma.

Com o pedido de vista, o julgamento de Zambelli permanece em suspense. A expectativa agora é que, após uma análise mais aprofundada do processo, o STF retome o julgamento e alcance uma decisão final. O desfecho deste caso tem o potencial de criar precedentes importantes para a perda de mandato parlamentar em casos de condenação criminal, além de refletir diretamente na situação política da deputada.

 

 

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